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O quanto eu me sustento, de forma íntegra, diante do outro?

  • rosangelaferreirap3
  • 30 de abr.
  • 1 min de leitura

Por Rosânggela Fêrreira


Essa é uma pergunta silenciosa e profundamente reveladora. Porque, muitas vezes, não é o outro que nos desorganiza. É o quanto ainda não aprendemos a nos sustentar na presença dele. Sustentar-se não é endurecer. Não é se fechar, nem se proteger de tudo.


Sustentar-se é permanecer em si, mesmo quando algo nos atravessa. É conseguir sentir sem se perder. É conseguir escutar sem se defender automaticamente. É conseguir responder  sem reagir a partir das feridas.


Quando não há autorregulação, há reatividade. E a reatividade rompe vínculos, distorce percepções e intensifica conflitos.


Mas quando há presença… algo muda. O corpo desacelera. A emoção encontra espaço para existir sem transbordar. E o outro deixa de ser uma ameaça para se tornar um encontro possível.


Autorregulação emocional não é controle. É consciência. É a capacidade de reconhecer o que se passa dentro de si, nomear, respirar e escolher como se posicionar.


Na clínica, nas relações e nos espaços de liderança, essa é uma das maiores maturidades psíquicas: não transferir ao outro a responsabilidade pelo que é nosso.


Porque liderar a si e ao outro começa aqui: no espaço interno que conseguimos sustentar. E talvez a pergunta não seja apenas “o que o outro me causa?” Mas, com mais honestidade:“o quanto eu consigo permanecer inteira na presença do outro?”


Se isso ressoa com você, talvez seja um convite para voltar para si não como fuga, mas como fundamento.

 
 
 

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